Portugal é um país de mordomias onde os governantes, quando chegam ao poder, se comportam como novos ricos: ele é carro de alta cilindrada, telemóvel sem limites, despesas de representação, etc. nada que se compare com a Suécia onde, por exemplo, os ministros e os parlamentares vão para o emprego por seus meios e os carros só são usados para o serviço.
O governo não sabe onde cortar? Comece pelas mordomias deste tipo! Mas há mais! Na Suiça, as pensões de reforma têm um tecto máximo de 1 700 euros e ninguém acumula reformas. Ninguém! Como os PPR (Planos de Poupança Reforma) são obrigatórios, quem quiser receber mais na reforma que esteja à vontade e invista mais.
E as empresas públicas cujos administradores recebem mensalmente mais do que o Presidente da República, sem contar com os prémios, dividendos e sabe-se lá que mais.
E as derrapagens económicas das adjudicações? Ninguém presta contas?
E os ordenados milionários dos administradores da Fundação Cidade Guimarães? E--- E ---
O ministro das finanças não sabe onde há-de mais cortar na despesas pública? Haja vontade política. Portugal mais parece um país terceiro-mundista. Como diz Medina Carreira: quanto mais atrasado é um país mais mordomias tem.
E assim estamos! Até quando?